Setembro é um mês de recomeços...a mim parece-me bem!
2018 não tem sido um ano fácil, mas nas dificuldades descobrimos muitas vezes que afinal somos mais fortes do que pensamos, somos mais resistentes do que julgávamos. conseguimos seleccionar e deixar ir o que se solta. conseguimos gostar ainda mais de nós e damos valor ao que temos e é nosso na realidade...2018 não tem sido um ano fácil!
deixar ir o que não faz falta
dar valor ao que é realmente nosso
abraçar o futuro sem deixar de olhar para o presente
gostar ainda mais de nós
só isto já faz sentido.
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terça-feira, 4 de setembro de 2018
terça-feira, 29 de maio de 2018
histórias de amor
tudo se resume ao vazio que sinto por dentro proporcional à falta de ar que me invade o peito! é isto uma história de amor? ou é assim que morre por amor?
segunda-feira, 28 de maio de 2018
para sempre teu, para sempre meu, para sempre nosso*
é verdade ontem revi o filme o Sexo e a Cidade, revi tanto que tantas partes era eu no meio do filme!! sempre gostei da série, sempre gostei dos filmes, basicamente sempre gostei de Nova Iorque...mas ontem o enredo apanhou-me e fiquei ali a absorver momentos tão comuns e tão clichés! Mr. Big!
gosto de histórias de amor, de encontros e desencontros e de como o amor é único, básico e pleno.
sou feliz de coração cheio de amor e de carinho, erradamente mais para dar do que para receber, sou imensamente feliz quando dou!
mas, não sei porquê...para sempre teu, para sempre meu, para sempre nosso!
gosto de histórias de amor, de encontros e desencontros e de como o amor é único, básico e pleno.
sou feliz de coração cheio de amor e de carinho, erradamente mais para dar do que para receber, sou imensamente feliz quando dou!
mas, não sei porquê...para sempre teu, para sempre meu, para sempre nosso!
segunda-feira, 21 de maio de 2018
fui correr a Madrid e trouxe uma medalha!
Isto é algo que eu já devia ter escrito…passaram quase dois
meses e eu ainda não tive palavras para descrever aquilo que vivi e aquilo que
senti. Fui correr a Madrid e trouxe uma medalha…corrijo fui correr num
campeonato europeu de masters e conquistei uma medalha de equipa, uma medalha
de bronze!
A prova não foi fácil, nem para mim nem para as outras
atletas, mas eu até estava determinada e preparada para fazer o meu melhor
tempo, mas isso não aconteceu. Eu dei o meu melhor, o vento e o frio foram as
maiores contrariedades, durante o percurso dos 5 km, em cada volta eu pensei
que ia desistir, que o vento me ia projectar para fora da pista, que as
pedrinhas e grãos de areia de andavam pelo ar e me cortavam a pele me iriam
fazer desistir, afinal estava tudo a correr ao contrário do que eu tinha planeado!
Mas eu só pensava na equipa nas minhas colegas que independentemente do
resultada estariam a contar comigo e que o mínimo era eu chegar ao fim e cortar
a meta, foi esse o meu pensamento durante as três voltas ao percurso e mesmo
quando o vento me empurrava para trás e me levava a bater com o pés nas pernas,
nem as descidas me sabiam pela vida como quem me conhece sabe o quanto eu gosto
de uma boa descida…cortei a meta orgulhosa de ter concluído a prova sem saber
dos resultados, aliás a organização informou que as italianas tinham fechado o
pódio! Ainda assim não foi uma desilusão, eu fiz a minha prova, a equipa fez a
prova!
Duas horas depois veio a surpresa…afinal quem tinha fechado
o pódio tinham sido as atletas protuguesas e eu tinha conquistado uma medalha! Os
meus olhos encheram-se de água e um sorriso invadiu o meu rosto…é um orgulho conquistar
uma medalha com o equipamento de PORTUGAL!
Mas esta medalha não é só uma conquista desportiva, nem o
culminar do todos os treinos, sacrifícios e regras alimentares, esta medalha é
sobretudo o orgulho em mim de não ter desistido quando me surgiram obstáculos,
quando eu achava que era demais para mim, quando eu achava que já não tinha
força para mais, esta medalha foi o oposto disso tudo, esta medalha é o sinal
de que devemos correr atrás dos nossos sonhos, devemos ser perseverantes e acreditar
que somos capazes…esta medalha diz-me a mim para nunca desistir do que eu quero
conquistar!
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
dezembro
já estamos em dezembro, o último mês do ano, o mês dos feriados, das festas, dos almoços e jantares de amigos, da última repetição do calendário mensal. com dezembro devia vir também o espirito natalicio, que sinceramente ainda não chegou até mim, na sua vez dezembro trouxe o frio polar assim de repente e quase sem pré aviso...ainda assim, make a december to remember
quinta-feira, 30 de novembro de 2017
A barriga da Sara Sampaio
parece que a malta não achou piada à barriga da Sara Sampaio quando desfilou para a Victoria's Secret e eu pergunto, mas que raio tem a barriga da Sara Sampaio? vou até mais longe e digo eu queria ter a barriga da Sara Sampaio quando estava a desfilar!! vivemos em tempos de extremos ou é tudo ou não é nada..ou são modelos xxl ou então xxs...e ainda é difícil perceber que cada um se deve senti bem e procurar aquilo que lhe faz sentir melhor, com super poderes!
eu se inspiro fico com a barriga para dentro se expiro fico com a barriga para fora, quando me sento fico com pregas na barriga e muitas vezes ela ganha vida própria e anda como bem entende!
a Sara tem barriga como todo o mundo tem barriga, a sara não tem ponta de gordura, as tirinhas da cueca não marcam nem um pouco, não há ali nada fora do sitio nem a querer saltar fora. há gente que consegue ver mosquitos em África!
eu se inspiro fico com a barriga para dentro se expiro fico com a barriga para fora, quando me sento fico com pregas na barriga e muitas vezes ela ganha vida própria e anda como bem entende!
a Sara tem barriga como todo o mundo tem barriga, a sara não tem ponta de gordura, as tirinhas da cueca não marcam nem um pouco, não há ali nada fora do sitio nem a querer saltar fora. há gente que consegue ver mosquitos em África!
o inevitável e para o qual nunca estamos preparados...ou hoje morreu o Zé Pedro!
é assim, aquela noticia que mais nos custa ouvir, que mais nos choca e aquela que nós sabemos que temos todos por passar...o anuncio da morte.
na minha vida, já vi partir pessoas muito próximas e muito queridas, próximas, mais distantes, amigas, simples conhecidas e todas custam e me transportam sempre para o mesmo lugar, para o mesmo dia, para a mesma pessoa...a minha mãe.
mas hoje morreu uma pessoa do meu imaginário de adolescente, dos meus parcos sinais de rebeldia, que mais não passavam de uma afirmação ténue que se resumia a vestir de preto e ouvir música punk. fazia parte ainda mais de um estudante de artes dar mostras de coisas diferentes e os xutos foram o meu fascínio, para mim não interessava nada o estilo de vida que cada um levava, não era seduzia nem influenciável a esse ponto, já via conhecidos desgraçarem as suas vidas por estilos tão irreverentes como consumir droga e isso não era a minha onda.
zé pedro fez, faz e vai sempre fazer parte do meu imaginário de adolescente, como tantos outros que já haviam desaparecido e outros desaparecidos recentemente.
vi o primeiro concerto dos xutos e detestei, mais tarde voltei a vê-los em concerto e adorei, digo mesmo que fiz as pazes com a banda e voltaram ao meu imaginário.
até sempre Zé Pedro.
na minha vida, já vi partir pessoas muito próximas e muito queridas, próximas, mais distantes, amigas, simples conhecidas e todas custam e me transportam sempre para o mesmo lugar, para o mesmo dia, para a mesma pessoa...a minha mãe.
mas hoje morreu uma pessoa do meu imaginário de adolescente, dos meus parcos sinais de rebeldia, que mais não passavam de uma afirmação ténue que se resumia a vestir de preto e ouvir música punk. fazia parte ainda mais de um estudante de artes dar mostras de coisas diferentes e os xutos foram o meu fascínio, para mim não interessava nada o estilo de vida que cada um levava, não era seduzia nem influenciável a esse ponto, já via conhecidos desgraçarem as suas vidas por estilos tão irreverentes como consumir droga e isso não era a minha onda.
zé pedro fez, faz e vai sempre fazer parte do meu imaginário de adolescente, como tantos outros que já haviam desaparecido e outros desaparecidos recentemente.
vi o primeiro concerto dos xutos e detestei, mais tarde voltei a vê-los em concerto e adorei, digo mesmo que fiz as pazes com a banda e voltaram ao meu imaginário.
até sempre Zé Pedro.
segunda-feira, 6 de março de 2017
desejos meus
preciso de uns dias de sol.
preciso de uns dia de sol e de calor.
preciso de uns dias de férias.
preciso de um fim de semana com mais dias, para mim e para as minhas coisas.
preciso de sair de casa para correr com sol e com calor.
por hoje é isto!
preciso de uns dia de sol e de calor.
preciso de uns dias de férias.
preciso de um fim de semana com mais dias, para mim e para as minhas coisas.
preciso de sair de casa para correr com sol e com calor.
por hoje é isto!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
então e tu só corres?
não!! não é assim tão claro que não, mas eu senti necessidade de fazer reforço muscular. toda eu parecia feita de gelatina e correr nestas condições era coisa para talvez me dar cabo das minhas articulações. já não sou propriamente nova e não tinha por hábito a prática e exercício físico regular, desta forma achei por bem que deveria pensar muito à séria, isto se queria correr por uns bons anos e não estragar as minhas queridas articulações. vai daí, resolvi experimentar umas aulas de funcional, a ideia era trabalhar partes variadas do corpo e usar o próprio peso na prática dos exercícios, gostei e de uma vez por semana passei a três vezes por semana, variando entre treino funcional, pilates e localizada.
mais tarde, o meu filho mais velho também ele rendido à prática de exercício físico de forma regular, lançou-me o desafio de o acompanhar num programa de treino para tonificação abdominal. foi numas férias de natal, que chagada a casa depois do trabalho já tinha a sala preparada para 30 minutos de treino de alta intensidade, o que começou por fazer companhia à prática regular deste tipo de treino. passaram as férias, ele voltou à faculdade e cada um no seu sitio foi completando o programa de treinos, acabávamos por falar ao telefone sobre as mais ou menos dificuldades dos exercícios e sempre a progredir para ver quem quebrava primeiro!
percebi rapidamente da importância deste complemento à minha prática da corrida e aos resultados obtidos nos meus abdominais, braços e pernas. é certo que é um trabalho que tem o seu tempo, mas os resultados vão aparecendo e são motivo de continuar, para manter ou mesmo melhorar.
pilates e funcional vou mantendo de uma forma mais regular, em especial pilates trabalhando com mais intensidade os alongamentos e o equilíbrio, a localizada vou alternando com cycle.
se me perguntam a minha opinião sobre os treinos de reforço muscular, eu respondo sempre que é muito importante, ou pelo menos para mim foi e continua a ser.
mais tarde, o meu filho mais velho também ele rendido à prática de exercício físico de forma regular, lançou-me o desafio de o acompanhar num programa de treino para tonificação abdominal. foi numas férias de natal, que chagada a casa depois do trabalho já tinha a sala preparada para 30 minutos de treino de alta intensidade, o que começou por fazer companhia à prática regular deste tipo de treino. passaram as férias, ele voltou à faculdade e cada um no seu sitio foi completando o programa de treinos, acabávamos por falar ao telefone sobre as mais ou menos dificuldades dos exercícios e sempre a progredir para ver quem quebrava primeiro!
percebi rapidamente da importância deste complemento à minha prática da corrida e aos resultados obtidos nos meus abdominais, braços e pernas. é certo que é um trabalho que tem o seu tempo, mas os resultados vão aparecendo e são motivo de continuar, para manter ou mesmo melhorar.
pilates e funcional vou mantendo de uma forma mais regular, em especial pilates trabalhando com mais intensidade os alongamentos e o equilíbrio, a localizada vou alternando com cycle.
se me perguntam a minha opinião sobre os treinos de reforço muscular, eu respondo sempre que é muito importante, ou pelo menos para mim foi e continua a ser.
à esquerda eu no meu corpo gelatina, nas outras já se nota a diferença! estas fotos têm 9 meses de diferença
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
como comecei a correr - parte II
correr passou a ser viciante e desafiante, em cada saída queria superar a anterior e perceber até onde conseguia aguentar. inicialmente não variava muito o meu percurso para perceber a minha evolução, até conseguir completar um percurso inteiro a correr. fui aumentando o desafio e mudando os meus percursos, fui aumentando as minhas distâncias até ao dia em que consegui correr 15 km seguidos (acho que levei umas 2 horas). era frequente, sempre que saia de casa para correr, ir metade do caminho a dizer a mim mesma que eu não devia ser boa da cabeça, no que é que eu me metia. esta metade do percurso era sempre a subir e outra metade era quase toda a descer, lembro-me dos pontos estratégicos em que sentia um misto de emoções, por um lado o cansaço e nunca mais chego a casa e por outro já falta pouco já chegaste até aqui vais chegar até casa!
senti necessidade de melhorar os meus tempo, os meus conhecimentos e claro evoluir nos meus treinos. juntei-me a um grupo de corrida e a um treinador, onde todas as semanas passei a receber os meus planos de treinos personalizados, mediante os meus objectivos e claro, as minhas capacidades.
melhorei nas minhas corridas de 10 km, fiz um upgrade para corridas de 15 km e já corri uma meia maratona e fiz um tempo incrivel!
é claro que isto só se consegue com uma extraordinária força de vontade para correr ao frio, à chuva, ao sol e ao calor. muitos são os dias em que luto contra a preguiça, a vontade de ficar no sofá enrolada no cobertor, à vontade de dormir mais um pouco ao domingo de manhã e de ficar a tomar o pequeno almoço nas calmas e ainda de pijama. tudo isto é recompensado com a satisfação que sinto no final de cada treino na companhia dos meus amigos e quando termino cada prova sempre com sabor a vitória. vitória pela superação, persistência, combate à preguiça e pela capacidade que nem eu sabia que a tinha.
por cada pessoa que me diz que não corre como eu, eu respondo que quando comecei também não corria como eu, mas querendo chegamos aqui. começamos devagar, para chegar mais longe!
senti necessidade de melhorar os meus tempo, os meus conhecimentos e claro evoluir nos meus treinos. juntei-me a um grupo de corrida e a um treinador, onde todas as semanas passei a receber os meus planos de treinos personalizados, mediante os meus objectivos e claro, as minhas capacidades.
melhorei nas minhas corridas de 10 km, fiz um upgrade para corridas de 15 km e já corri uma meia maratona e fiz um tempo incrivel!
é claro que isto só se consegue com uma extraordinária força de vontade para correr ao frio, à chuva, ao sol e ao calor. muitos são os dias em que luto contra a preguiça, a vontade de ficar no sofá enrolada no cobertor, à vontade de dormir mais um pouco ao domingo de manhã e de ficar a tomar o pequeno almoço nas calmas e ainda de pijama. tudo isto é recompensado com a satisfação que sinto no final de cada treino na companhia dos meus amigos e quando termino cada prova sempre com sabor a vitória. vitória pela superação, persistência, combate à preguiça e pela capacidade que nem eu sabia que a tinha.
por cada pessoa que me diz que não corre como eu, eu respondo que quando comecei também não corria como eu, mas querendo chegamos aqui. começamos devagar, para chegar mais longe!
como comecei a correr - parte I
como começar a correr, ou a minha experiência. quando alguém demonstra interesse em começar a correr, ou simplesmente por brincadeira solta um "eu devia fazer como tu e começar a correr", eu respondo prontamente "então anda" logo de seguida ouço "ah! mas eu não corro o mesmo que tu corres!" pois não!! quem quer começar a correr não vai correr o mesmo que eu corro actualmente, vai certamente correr o que eu corria quando comecei e um dia vai estar a correr o que eu corro hoje e a correr ao meu lado.
também me perguntam como é que comecei a correr e porquê. como é que te deu, com esta idade, para começar a correr? e ou se já corria ou fazia algum desporto antes. é claro que tudo se torna mais fácil se já se praticava desporto com alguma regularidade e por qualquer motivo se resolveu mudar ou para uma modalidade mais ao ar livre, ou sem tanto compromisso de horário ou até mesmo sem o encargo de uma mensalidade no ginásio, é só mesmo o retomar do ritmo dos treinos e tudo se vai agilizando e tornando mais fácil. no meu caso, a minha prática desportiva não passou das aulas de educação fisica em tempo escolar, ou de duas tentativas de idas regulares ao ginásio. comecei a correr porque senti necessidade de me mexer mais do que a minha rotina diária.
e agora, como comecei.
comecei por sair de casa para caminhar, o que já me bastou para perceber que me cansava com relativa facilidade e algo tinha mesmo de mudar. insisti nas caminhadas até fazer 4 ou 5 km sem sentir que o fazia por obrigação, depois foi a curiosidade de perceber se conseguia correr, nos primeiros seis passos que dei em modo corrida fiquei para morrer, o coração a querer saltar fora, os pulmões a gritar por mais espaço e as pernas coitadas, mediante as queixas da minha caixa superior, já nem sei o que sentiram na altura. sei hoje que a roupa que levava vestida na altura era excessiva, até mesmo só para experimentar, e depois de adequar este pormenor, resolvi por em prática o meu plano. sair de casa para caminhar era imprescindível a companhia do meu tlm carregado com música para me acompanhar, quando me apanhei em terreno confortável experimentei iniciar a corrida com a duração de uma música e curtinha de preferência, nas próximas caminha até acalmar a minha respiração e me sentir confortável para mais uma música a correr. no meu primeiro percurso, corri 8 a 10 minutos e caminhei 40. fui ganhando confiança, pernas e caixa para me aventurar em 2 músicas seguidas a correr e gradualmente ir aumentando. todo este processo foi feito ao meu ritmo, sem pressas, sem pressões e com o objectivo principal de sempre me sentir e quando este objectivo não estivesse a ser atingido parar e reformular o processo. é certo que correr não é para todos, porque nem todos gostam de correr, mas eu descobri que até podia ser para mim, eu estava a gostar!
alarguei os meus objectivos e passei de músicas para distância, vou correr daqui até ali, e agora até aquela rotunda e se calhar aguento até mais ali à frente e fui experimentando, sempre ao meu ritmo.
comecei a correr sozinha por incompatibilidade de tempos com outras pessoas e como amigo não empata amigo fiz esta jornada comigo, sentindo um bem estar de ter saído de casa e aquela hora era só para mim, fazer algo por mim e sentir-me livre de tudo o resto, quando chegava a casa começava tudo de novo, mas já era com outro animo e com outra disposição.
também me perguntam como é que comecei a correr e porquê. como é que te deu, com esta idade, para começar a correr? e ou se já corria ou fazia algum desporto antes. é claro que tudo se torna mais fácil se já se praticava desporto com alguma regularidade e por qualquer motivo se resolveu mudar ou para uma modalidade mais ao ar livre, ou sem tanto compromisso de horário ou até mesmo sem o encargo de uma mensalidade no ginásio, é só mesmo o retomar do ritmo dos treinos e tudo se vai agilizando e tornando mais fácil. no meu caso, a minha prática desportiva não passou das aulas de educação fisica em tempo escolar, ou de duas tentativas de idas regulares ao ginásio. comecei a correr porque senti necessidade de me mexer mais do que a minha rotina diária.
e agora, como comecei.
comecei por sair de casa para caminhar, o que já me bastou para perceber que me cansava com relativa facilidade e algo tinha mesmo de mudar. insisti nas caminhadas até fazer 4 ou 5 km sem sentir que o fazia por obrigação, depois foi a curiosidade de perceber se conseguia correr, nos primeiros seis passos que dei em modo corrida fiquei para morrer, o coração a querer saltar fora, os pulmões a gritar por mais espaço e as pernas coitadas, mediante as queixas da minha caixa superior, já nem sei o que sentiram na altura. sei hoje que a roupa que levava vestida na altura era excessiva, até mesmo só para experimentar, e depois de adequar este pormenor, resolvi por em prática o meu plano. sair de casa para caminhar era imprescindível a companhia do meu tlm carregado com música para me acompanhar, quando me apanhei em terreno confortável experimentei iniciar a corrida com a duração de uma música e curtinha de preferência, nas próximas caminha até acalmar a minha respiração e me sentir confortável para mais uma música a correr. no meu primeiro percurso, corri 8 a 10 minutos e caminhei 40. fui ganhando confiança, pernas e caixa para me aventurar em 2 músicas seguidas a correr e gradualmente ir aumentando. todo este processo foi feito ao meu ritmo, sem pressas, sem pressões e com o objectivo principal de sempre me sentir e quando este objectivo não estivesse a ser atingido parar e reformular o processo. é certo que correr não é para todos, porque nem todos gostam de correr, mas eu descobri que até podia ser para mim, eu estava a gostar!
alarguei os meus objectivos e passei de músicas para distância, vou correr daqui até ali, e agora até aquela rotunda e se calhar aguento até mais ali à frente e fui experimentando, sempre ao meu ritmo.
comecei a correr sozinha por incompatibilidade de tempos com outras pessoas e como amigo não empata amigo fiz esta jornada comigo, sentindo um bem estar de ter saído de casa e aquela hora era só para mim, fazer algo por mim e sentir-me livre de tudo o resto, quando chegava a casa começava tudo de novo, mas já era com outro animo e com outra disposição.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
já falei disto, mas falo outra vez!
porque me pediram e eu gosto de partilhar, vou falar outra vez de roupa para iniciar a prática desportiva mais concretamente, calças ou leggins!
quando comecei a caminhar não queria gastar muito dinheiro, ou de preferência, nenhum. como tinha recebido umas sapatilhas novas pelo aniversário e que era o mais falta me fazia, quando saía para caminhar procurava sempre usar uma roupa confortável e sempre bem agasalhada. uns leggins, umas quantas camisolas, um polar e ainda um casaco não podiam faltar. nisto tudo, havia uma coisa que me chateava os nervos, ao ponto de me irritar comigo mesma, que era o elástico da cintura dos leggins ou calças de deporto. tendo eu na altura uma barriguinha mais pronunciada a formar um pneu à semelhança do boneco da Michelin, o elástico acabava invariavelmente por enrolar ao ponto de, além de me apertar a barriga e ela ficar ainda mais pronunciada, parecer que os leggins me querem fugir pelas pernas abaixo! a minha determinação em não gastar muito dinheiro em roupa desportiva, pois ainda não tinha a certeza que era por aqui que eu ia enveredar, decidi sempre usar a roupa que tinha em casa, até um dia ter comprado uns leggins na Calzedónia, que diziam eles fariam eliminar a celulite caso eu ousasse todos os dias, o que eu na altura não achei nada agradável usar diariamente uns leggins, tal era o cansaço que isso me iria causar, decidi então que os usaria essencialmente para caminhar e coincidentemente para correr. ora fiquei fã pela forma como eles aconchegavam a barriga e se mantinham firmes e hirtos, sempre no mesmo sitio. foi o meu descanso por um lado e a minha desgraça por outro, estava a gostar do que fazia e em consequência tinha de renovar o meu stock de calças desportivas ou leggins, finalmente tinha encontrado a solução para não me irritar com os elásticos. as minhas calças de desporto ou leggins e até os meus calções são de cinta mais subida e sem elásticos, a própria lycra e o reforço são ideais para quem tem gordurinha na barriga. actualmente já consigo usar uns corsários, que andavam lá por casa, com elástico na cinta. estavam encostados por este motivo, com o emagrecimento e perda de volume noto consideravelmente a diferença (é claro que a culpa não é dos corsários ou dos elásticos, a culpa é da minha gordura na barriga ou antes da gordura que tinha, mas para trabalhar esta perda eu tinha de usar roupa, senhores!!)
assim sendo, amigas, procurem usar a roupa com a qual se sintam mais confortáveis e procurem as vossas soluções, sendo que esta é a minha experiência e a minha opinião. de qualquer das formas se se revêem neste meu relato, espero que tenham encontrado aqui a vossa solução, se não só vos digo uma coisa, se a gordurinha faz parte da vossa barriga fujam a sete pés das calças com elástico ou de cintas descidas, acreditem, mesmo sendo confortáveis, aquela coisa de o elástico se enrolar e se refugiar por baixo do vosso pneuzinho é coisa para vos tirar do sério e deixar os nervos em franja, ou pelo menos eu fico com vontade de, na melhor das hipóteses, pegar numa tesoura e cortar em pedacinhos aquelas calças! tenho dito.
quando comecei a caminhar não queria gastar muito dinheiro, ou de preferência, nenhum. como tinha recebido umas sapatilhas novas pelo aniversário e que era o mais falta me fazia, quando saía para caminhar procurava sempre usar uma roupa confortável e sempre bem agasalhada. uns leggins, umas quantas camisolas, um polar e ainda um casaco não podiam faltar. nisto tudo, havia uma coisa que me chateava os nervos, ao ponto de me irritar comigo mesma, que era o elástico da cintura dos leggins ou calças de deporto. tendo eu na altura uma barriguinha mais pronunciada a formar um pneu à semelhança do boneco da Michelin, o elástico acabava invariavelmente por enrolar ao ponto de, além de me apertar a barriga e ela ficar ainda mais pronunciada, parecer que os leggins me querem fugir pelas pernas abaixo! a minha determinação em não gastar muito dinheiro em roupa desportiva, pois ainda não tinha a certeza que era por aqui que eu ia enveredar, decidi sempre usar a roupa que tinha em casa, até um dia ter comprado uns leggins na Calzedónia, que diziam eles fariam eliminar a celulite caso eu ousasse todos os dias, o que eu na altura não achei nada agradável usar diariamente uns leggins, tal era o cansaço que isso me iria causar, decidi então que os usaria essencialmente para caminhar e coincidentemente para correr. ora fiquei fã pela forma como eles aconchegavam a barriga e se mantinham firmes e hirtos, sempre no mesmo sitio. foi o meu descanso por um lado e a minha desgraça por outro, estava a gostar do que fazia e em consequência tinha de renovar o meu stock de calças desportivas ou leggins, finalmente tinha encontrado a solução para não me irritar com os elásticos. as minhas calças de desporto ou leggins e até os meus calções são de cinta mais subida e sem elásticos, a própria lycra e o reforço são ideais para quem tem gordurinha na barriga. actualmente já consigo usar uns corsários, que andavam lá por casa, com elástico na cinta. estavam encostados por este motivo, com o emagrecimento e perda de volume noto consideravelmente a diferença (é claro que a culpa não é dos corsários ou dos elásticos, a culpa é da minha gordura na barriga ou antes da gordura que tinha, mas para trabalhar esta perda eu tinha de usar roupa, senhores!!)
assim sendo, amigas, procurem usar a roupa com a qual se sintam mais confortáveis e procurem as vossas soluções, sendo que esta é a minha experiência e a minha opinião. de qualquer das formas se se revêem neste meu relato, espero que tenham encontrado aqui a vossa solução, se não só vos digo uma coisa, se a gordurinha faz parte da vossa barriga fujam a sete pés das calças com elástico ou de cintas descidas, acreditem, mesmo sendo confortáveis, aquela coisa de o elástico se enrolar e se refugiar por baixo do vosso pneuzinho é coisa para vos tirar do sério e deixar os nervos em franja, ou pelo menos eu fico com vontade de, na melhor das hipóteses, pegar numa tesoura e cortar em pedacinhos aquelas calças! tenho dito.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
MMXVII
viramos a página e temos 365 dias novinhos em folha, para fazer deles o melhor para nós! sejam felizes...
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
como sobreviver a estes dias de festa ou como não chegar a janeiro a rebolar
é inevitável uma mesa farta nesta altura de festas e vendo bem as coisas, temos 3 noite de consoada em 3 semanas e quem é que consegue resistir a isto sem prevaricar um bocadinho que seja? pois é!! agora que tenho vindo a manter uma alimentação mais equilibrada e saudável , quando se aproximam dias de festa, por vezes sinto um misto de ai-meu-deus-que-me-vou-estragtar-toda e eu-corro-eu-posso! a realidade é que mesmo com tanto exercício físico (para mim), não se trata de manter a linha, mas sim manter o meu organismo o mais distante possível daquilo que eu no meu dia a dia me vou propondo, ou sejam os fritos e os açucares refinados que para qualquer comum mortal são um veneno, então para um praticante assíduo de desporto é quase como que espetar uma faca no coração. no entanto, e como em tudo na vida existe sempre um mas, estes dias de festa mais marcantes a realidade é que eu não me privo de comer o que me apetecer, apenas me vou orientando nas quantidades. não virei obcecada, nem fundamentalista na minha comida, daí que me permita comer doces moderadamente, mais do que o normal, os fritos é só mesmo para tirar da ideia e o resto tento comer de forma controlada. mas há uma outra coisa (este mas é muito importante), se eu me permito comer tudo aquilo que me apetecer de forma controlada, uma das coisas que eu fujo a sete pés é das SOBRAS...pessoas boas, fujam das sobras, porque essas sim são uma tentação do demónio, estão sempre a sorrir para nós sempre que passamos por elas lá em casa e aí vem a desgraça!! um truque que eu uso, mas a realidade é que nem sempre cola é o seguinte: quando me oferecem algo para levar, e nunca é pouco, digo sempre ninguém come lá em casa, vai tudo para o lixo há quem não goste de ouvir e não me empurra mais as sobras! mas isto sim, é um exercício difícil!
terça-feira, 27 de setembro de 2016
e quando não está a resultar, devemos insistir...ou não?
não estamos bem, mudamos. e quando mudamos, esperamos mudar para melhor. estar sozinha não é uma opção que me agrada, mas depois de algum tempo sem responsabilidades conjugais voltar a esta realidade reconheço que nem sempre é fácil. dividir o espaço, dividir tarefas, dividir contas, partilhar ideias e mais um sem número de coisas com as quais muitas vezes não nos identificamos não é de todo de fácil conciliação dentro das nossas cabeças. depois de algum tempo só e voltar à realidade de casal é difícil ser benevolente em determinadas áreas. a bagagem que transportamos, os trambolhões e as cabeçadas que já demos faz de nós pessoas capazes de saber reconhecer o que queremos numa relação a dois e ainda mais perceber quando as coisas não estão a correr bem e procurar conversar sobre o que nos inquieta ou sobre aquilo que está mal ou sobre é aquilo que eu quero. tu amuas, eu amuo, tu és orgulhoso, eu também sou...e agora?
quinta-feira, 8 de setembro de 2016
dos treinos
tenho dias em que vou do trabalho até casa numa luta se vou treinar ou não, quer o treino seja fora ou dentro de casa, faça chuva faça sol, esteja calor ou frio, não importa o tempo ou quase sempre não importa o tempo, o que conta é o estado de espírito. felizmente tem ganho sempre a vontade de ir e não a vontade de me esticar no sofá e é nos dias mais difíceis que no fim do treino eu fico com uma satisfação enorme e sempre com a certeza de foi a decisão mais acertada. para ficar o registo que nem sempre apetece treinar e não, quem treina 7km não treina mais 1, pelo menos eu nesse dia não treino, sou tão rigorosa a cumprir com os dias de treino como com os tempos ou as distâncias, bem como com o merecido descanso.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
coisas
o meu ideal de mãe eram quatro filhos. o meu ideal de mulher era ser mãe de quatro filhos, ter uma profissão como a que tenho e ser independente. ter um marido|companheiro ao meu lado que alinha-se nesta viagem. o meu instagram está cheio de famílias de três e de quatro filhos e por vezes dá-me uma loucura de e se eu tivesse mais um filho (calma, eu só tenho dois) era só mais um, e na perfeição seria uma. uma menina para encher de roupinhas cor de rosas, laços e lacinhos. hoje sinto-me egoísta e com o passar dos anos cada vez penso mais nos problemas do que propriamente deixa ver no que isto dá e então deixo-me estar, quieta, olho as fotos com nostalgia e queria fazer o tempo parar ou queria ter feito o tempo parar quando os meus filhos eram pequeninos e cabiam fisicamente no meu colo. hoje queria só mais um dia assim, mas os dias passam e cada vez mais passam a correr e eles crescem e ai meu deus que já são uns homens...
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
setembro
está difícil aceitar que agosto já terminou. setembro chegou em cheio. o trabalho fora de casa já começou. as aulas estão quase a começar (vulgarmente conto os dias ansiosa para começarem as aulas, mas desta vez as férias podia durar mais um bocadinho)...e agosto já terminou!
segunda-feira, 27 de junho de 2016
sexta-feira, 22 de abril de 2016
coisas
demorei, mas percebi que não há corpos perfeitos sem sacrifício e dedicação, não há cabelos com aspecto acabao-de-sair-do-cabeleireiro que não tenham um alisamento ou babyliss, não há peles com aspecto hidratada que não tenha por trás um conjunto de cremes de dia e noite! mesmo o teu corpo imperfeito precisa de sacrifício e dedicação e o essencial: que gostes de ti!
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