terça-feira, 20 de dezembro de 2016

a importância da roupa nova

bem sei que para começar a correr/treinar não é preciso muito mais do que se preocupar com umas boas sapatilhas, ou até mesmo para experimentar se é mesmo isto que queremos e gostamos podemos calçar as sapatilhas de desporto que pairam lá por casa. uma t-shirt mais ou menos manhosa e de preferência sem buracos e limpinha, uns calções ou para os mais tímidos umas calças e é só mesmo preciso juntar a isto a vontade de sair de casa e correr. ora, assim que nos apercebemos que estamos a gostar e que a coisa vai durar, o caso já muda de figura! começamos a pensar em investir numas sapatilhas mais apropriadas à prática desportiva em causa, seja ginásio, seja corrida de estrada, de pista, de trail, etc., é necessário ter em atenção que estamos a cuidar não só da nossa aparência mas principalmente das nossas articulações, tendões e músculos. se umas sapatilhas podem custar algumas dezenas de euros, também é certo que estaremos a poupar o nosso corpo e algumas dezenas de euros em tratamentos. e eis que chegamos ao departamento da roupa, quem nunca sentiu uma inspiração extra para treinar quando tem uma roupa nova para estrear? há por aí alguém? hummm...bem me parecia! isto com roupa nova e já com o primor de alguns detalhes que nos cativam mais o olho a coisa ganha outros contornos e sair à rua ganha logo outra motivação!

 


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

na minha cozinha #1

nesta história de comer de forma saudável, trocam-se as batatas convencionais por batatas doces. confesso que não era muito fã do sabor da batata doce e torci um pouco o nariz. comecei por assar a batata doce e gostei assim assim, cozi e já lhe achei mais piada, fiz chips de batata doce no forno e também já lhe achei mais piada. de vez em quando vai uma batatita doce na sopa e assim fui introduzindo a batata doce na minha alimentação. no meio disto tudo e o que eu mais pena tinha era do meu tão adorado empadão que sempre confeccionei com batata normal, cozida e esmagada e com o recheio de carne com molho de tomate e que não mais me atrevi a comer. no outro dia experimentei cozer a batata doce sem casca e de seguida esmaguei e entretanto já tinha preparado a carne e montei o meu empadão...só me resta dizer que foi só assim uma coisa maravilhosa que as minhas papilas gustativas experimentaram, estava uma delicia.
desta forma deixo-vos aqui a minha receita de empadão de carne com batata doce, experimentem e vão ver que não vai sobrar nem um bocadinho.


puré de batata doce

ingredientes:
- 4 batatas doce
- água para cozer as batatas
- sal

preparação:
descascar as batatas e levar ao lume num tacho com água e sal, até ficarem cozidas.
retirar do lume, verter a água e esmagar a batata. reservar.

recheio de carne com molho de tomate

ingredientes:
- 1 cebola média
- 2 dentes de alho
- 2 tomates maduros sem pele
- azeite
- carne picada (no caso usei sobras de carne assada que tinha no frigorífico)
- sal qb
- piri piri a gosto (opcional)
- vinho branco


preparação:
num tacho juntar a cebola picada e o azeite e levar ao lume a refugar, juntar o alho picado e deixar refugar mais um pouco, quando a cebola estiver alourada juntar o tomate cortado em cubinhos, temperar com sal e piri piri e deixar refugar.
preparar a carne e picar num robot de cozinha, reservar.
adicionar um pouco de vinho branco ao refugado de tomate e juntar a carne previamente picada, deixar refugar mais um pouco e rectificar os temperos e deixar evaporar um pouco o molho a gosto.

num pirex de ir ao forno fazer uma camada com aproximadamente metade da quantidade de batata doce esmagada, cobrindo o fundo do pirex. de seguida espalhar a carne por cima da camada de puré e por fim cobrir a carne com o restante puré de batata. espalhar um ovo mexido por cima da batata e levar ao forno até alourar.
servir acompanhado com salada.


p.s. - o recheio pode ser feito com carne de frango, de perú ou vitela. pode também ser feito com atum e ovo cozido, sempre acompanhado pelo molho de tomate, para lhe conferir uma textura mais aveludada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

nunca pensei...

ora aqui está uma coisa que nunca pensei mesmo e quando ainda penso hoje me questiono como fui capaz...corri a minha primeira meia maratona...21 097,5 metros!! e foi absolutamente incrível, o ambiente que se vive antes, durante e depois. isto já tem uns dias, as emoções são tantas que é preciso organizar as ideias. 21,1 km a correr com uma previsão de aproximadamente duas horas e sempre a pensar será que vou aguentar? e como vou chegar ao fim? e como vai ser cruzar a meta? irei a arrastar-me até à mate, só para terminar a prova? e as duas horas? será que vou conseguir? sim porque isto a determinada altura virou um dois em um, percorrer 21,1 km e em 2 horas nem mais um minuto! minha nossa como vou conseguir isto? segui o meu plano de treinos quase à risca (só dois treinos é que percorri uma distância maior à que estava prevista), fiz um intervalo de corridas de duas semanas, e comecei a treinar ainda não tinha terminado o mês de julho, treinei nas minhas férias sem falhar um treino, combati a preguiça e fui progredindo e fui-me convencendo que era possível correr 21,1 km em pelo menos 2h e 5 minutos...a duas semanas da prova disse em voz alta e ao meu treinador vou correr para as 2 horas, o mister não acreditou e até mesmo no dia da prova e já faltava menos de 1 km ainda estava convencido das 2h e 5 minutos...não me viu!
falar da prova ainda se misturam emoções, sensações e como é que eu consegui? ainda me ronda o pensamento. todos dizem que eu treinei bem e que por isso tive a recompensa de ter conseguido terminar.
antes de qualquer prova sentia sempre um formigueiro na barrinha e o nervoso miudinho, era algo que eu não conseguia controlar, neste inicio de prova foi tudo tranquilo. o grupo juntou-se por volta das 8h, para seguirmos todos juntos para a prova, estava fresco, bom para correr, mas eu até o dente batia. começamos o aquecimento da praxe, porque até parecia mal daqui a nada estar a começar a correr e a tremer de frio...começamo-nos a juntar para a partida e ao grupo foi-se juntando mais malta conhecida, tira fotos de frente, de cima, ás sapatilhas do grupo e infiltrados e nos momentos antes é uma festa, um convívio, um divertimento e nervos nem vê-los...dá-se o tiro da partida e a minha tristeza era que o meu relógio não apanhava o gps, o registo da minha primeira meia maratona estava a ficar comprometido e o acompanhamento do tempo também, a sorte foi que até ao primeiro km o relógio resolveu colaborar e já fiquei mais descansada...ainda tenho dificuldade em correr e falar com relativa facilidade o que me dificultaria para estar a perguntar os tempos, olhando para o relógio vou-me mentalizando do que estou a fazer. a prova foi feita de trás para a frente, rapidamente nos juntamos num grupo de 6 elementos que foram juntos até à meta. as recomendações que eu mais recebi nos dias anteriores à prova e nos momentos antes do inicio foi para desfrutar da prova e esquecer o resto, ri-te, ri-te sozinha, sorri e desfruta da tua primeira meia maratona...segui quase à risca estas últimas recomendações e foi o melhor que eu fiz. vi passarem-me e eu passei por tanta gente, passaram-me e depois voltei a passar, acenei e gritei para quem no público chamava por mim, outros até fui eu que chamei, incentivaram-me e eu incentivei e chegamos ao km 20 com 7 minutos para terminarmos a prova em 2h...pensei para mim raismeparta se eu não termino no minuto 58, a minha alegria foi tanta a cruzar a meta, ainda com capacidade para fazer contas e perceber que estava a terminar a prova em 1h 58m e alguns segundos, que ainda me sobraram forças para o salto da satisfação...e que satisfação! nunca pensei e foi do caraças!!!
um agradecimento especial aos meus companheiros de equipa, foram incansáveis e foi brutal!

 esta é uma replica do meu salto da satisfação