sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

creme de legumes

as minhas sopas são feitas sem batata. na realidade já faço as minhas sopas sem batata há muitos anos e desde que para os miúdos já não interferia na sua alimentação, passamos todos a comer o mesmo tipo de sopa.
vulgarmente as minhas sopas têm uma base de courgete, nabos, cenoura e xuxus, quando algum destes ingredientes me faltam, compenso com maior quantidade dos outros. ultimamente tenho usado também batata doce, aproveitando as suas propriedades nutricionais. vou variando nos verdes e umas vezes a boiar na sopa, outras feitos em puré.
para facilitar o convívio à mesa entre todos, maioritariamente as minhas sopas são passadas, as crianças (mesmo as mais crescidas) agradecem e comem com mais facilidade e assim evitam-se dramas na hora das refeições. desde que adquiri a Bimby, tornou-se muito mais fácil ter sempre sopa em casa, muitas vezes saio de casa para treinar e deixo uma sopa a confecionar, chego a casa e tenho uma sopinha pronta a consumir sem que eu muitas vezes caia na tentação de comer este mundo e o outro em porcarias.
geralmente vou uma vez por semana ao mercado e abasteço-me para a semana de legumes e frutas. gosto deste ritual e de sentir confiança na frescura dos meus legumes e frutas, a brincar e a rir, já são mais de 25 anos a fazer compras no mesmo sitio.

creme de legumes

para 2 litros de água

ingredientes:
3 nabos médios
1/2 curgete
2 xuxus
2 cenouras
1 cebola
1 alho francês
1 batata doce
sal qb
azeite qb
2l de água

preparação:
descascar e lavar muito bem os legumes, partir em cubos e verter para uma panela, juntar os restantes ingredientes, com excepção do azeite, levar ao lume e deixar cozer até os legumes apresentarem uma textura macia. retirar do lume e triturar com a varinha mágica, por fim juntar o azeite em cru e sempre no final da cozedura.
se usar a bimby, vai usar menos quantidade de água, mas pode juntar no fim passando para uma panela maior, o tempo de cozedura que eu utilizo são 30 minutos na velocidade 2 temp 100º, como aqui a temperatura nunca ultrapassa os 100ª C eu junto o azeite no inicio da cozedura.
se pretender uma crema mais ou menos espesso é só alterar a quantidade de água, fica ao gosto de cada um.
nesta sopa experimentei juntar já no prato uma porção de curcuma ou açafrão-das-indias, ficou dívinal.
créditos de imagem|EU

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

então e tu só corres?

não!! não é assim tão claro que não, mas eu senti necessidade de fazer reforço muscular. toda eu parecia feita de gelatina e correr nestas condições era coisa para talvez me dar cabo das minhas articulações. já não sou propriamente nova e não tinha por hábito a prática e exercício físico regular, desta forma achei por bem que deveria pensar muito à séria, isto se queria correr por uns bons anos e não estragar as minhas queridas articulações. vai daí, resolvi experimentar umas aulas de funcional, a ideia era trabalhar partes variadas do corpo e usar o próprio peso na prática dos exercícios, gostei e de uma vez por semana passei a três vezes por semana, variando entre treino funcional, pilates e localizada.
mais tarde, o meu filho mais velho também ele rendido à prática de exercício físico de forma regular, lançou-me o desafio de o acompanhar num programa de treino para tonificação abdominal. foi numas férias de natal, que chagada a casa depois do trabalho já tinha a sala preparada para 30 minutos de treino de alta intensidade, o que começou por fazer companhia à prática regular deste tipo de treino. passaram as férias, ele voltou à faculdade e cada um no seu sitio foi completando o programa de treinos, acabávamos por falar ao telefone sobre as mais ou menos dificuldades dos exercícios e sempre a progredir para ver quem quebrava primeiro!
percebi rapidamente da importância deste complemento à minha prática da corrida e aos resultados obtidos nos meus abdominais, braços e pernas. é certo que é um trabalho que tem o seu tempo, mas os resultados vão aparecendo e são motivo de continuar, para manter ou mesmo melhorar.
pilates e funcional vou mantendo de uma forma mais regular, em especial pilates trabalhando com mais intensidade os alongamentos e o equilíbrio, a localizada vou alternando com cycle.
se me perguntam a minha opinião sobre os treinos de reforço muscular, eu respondo sempre que é muito importante, ou pelo menos para mim foi e continua a ser.

à esquerda eu no meu corpo gelatina, nas outras já se nota a diferença! estas fotos têm 9 meses de diferença

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

como comecei a correr - parte II

correr passou a ser viciante e desafiante, em cada saída queria superar a anterior e perceber até onde conseguia aguentar. inicialmente não variava muito o meu percurso para perceber a minha evolução, até conseguir completar um percurso inteiro a correr. fui aumentando o desafio e mudando os meus percursos, fui aumentando as minhas distâncias até ao dia em que consegui correr 15 km seguidos (acho que levei umas 2 horas). era frequente, sempre que saia de casa para correr, ir metade do caminho a dizer a mim mesma que eu não devia ser boa da cabeça, no que é que eu me metia. esta metade do percurso era sempre a subir e outra metade era quase toda a descer, lembro-me dos pontos estratégicos em que sentia um misto de emoções, por um lado o cansaço e nunca mais chego a casa e por outro já falta pouco já chegaste até aqui vais chegar até casa! 
senti necessidade de melhorar os meus tempo, os meus conhecimentos e claro evoluir nos meus treinos. juntei-me a um grupo de corrida e a um treinador, onde todas as semanas passei a receber os meus planos de treinos personalizados, mediante os meus objectivos e claro, as minhas capacidades.
melhorei nas minhas corridas de 10 km, fiz um upgrade para corridas de 15 km e já corri uma meia maratona e fiz um tempo incrivel!
é claro que isto só se consegue com uma extraordinária força de vontade para correr ao frio, à chuva, ao sol e ao calor. muitos são os dias em que luto contra a preguiça, a vontade de ficar no sofá enrolada no cobertor, à vontade de dormir mais um pouco ao domingo de manhã e de ficar a tomar o pequeno almoço nas calmas e ainda de pijama. tudo isto é recompensado com a satisfação que sinto no final de cada treino na companhia dos meus amigos e quando termino cada prova sempre com sabor a vitória. vitória pela superação, persistência, combate à preguiça e pela capacidade que nem eu sabia que a tinha.
por cada pessoa que me diz que não corre como eu, eu respondo que quando comecei também não corria como eu, mas querendo chegamos aqui. começamos devagar, para chegar mais longe!

como comecei a correr - parte I

como começar a correr, ou a minha experiência. quando alguém demonstra interesse em começar a correr, ou simplesmente por brincadeira solta um "eu devia fazer como tu e começar a correr", eu respondo prontamente "então anda" logo de seguida ouço "ah! mas eu não corro o mesmo que tu corres!" pois não!! quem quer começar a correr não vai correr o mesmo que eu corro actualmente, vai certamente correr o que eu corria quando comecei e um dia vai estar a correr o que eu corro hoje e a correr ao meu lado.
também me perguntam como é que comecei a correr e porquê. como é que te deu, com esta idade, para começar a correr? e ou se já corria ou fazia algum desporto antes. é claro que tudo se torna mais fácil se já se praticava desporto com alguma regularidade e por qualquer motivo se resolveu mudar ou para uma modalidade mais ao ar livre, ou sem tanto compromisso de horário ou até mesmo sem o encargo de uma mensalidade no ginásio, é só mesmo o retomar do ritmo dos treinos e tudo se vai agilizando e tornando mais fácil. no meu caso, a minha prática desportiva não passou das aulas de educação fisica em tempo escolar, ou de duas tentativas de idas regulares ao ginásio. comecei a correr porque senti necessidade de me mexer mais do que a minha rotina diária.
e agora, como comecei.
comecei por sair de casa para caminhar, o que já me bastou para perceber que me cansava com relativa facilidade e algo tinha mesmo de mudar. insisti nas caminhadas até fazer 4 ou 5 km sem sentir que o fazia por obrigação, depois foi a curiosidade de perceber se conseguia correr, nos primeiros seis passos que dei em modo corrida fiquei para morrer, o coração a querer saltar fora, os pulmões a gritar por mais espaço e as pernas coitadas, mediante as queixas da minha caixa superior, já nem sei o que sentiram na altura. sei hoje que a roupa que levava vestida na altura era excessiva, até mesmo só para experimentar, e depois de adequar este pormenor, resolvi por em prática o meu plano. sair de casa para caminhar era imprescindível a companhia do meu tlm carregado com música para me acompanhar, quando me apanhei em terreno confortável experimentei iniciar a corrida com a duração de uma música e curtinha de preferência, nas próximas caminha até acalmar a minha respiração e me sentir confortável para mais uma música a correr. no meu primeiro percurso, corri 8 a 10 minutos e caminhei 40. fui ganhando confiança, pernas e caixa para me aventurar em 2 músicas seguidas a correr e gradualmente ir aumentando. todo este processo foi feito ao meu ritmo, sem pressas, sem pressões e com o objectivo principal de sempre me sentir e quando este objectivo não estivesse a ser atingido parar e reformular o processo. é certo que correr não é para todos, porque nem todos gostam de correr, mas eu descobri que até podia ser para mim, eu estava a gostar!
alarguei os meus objectivos e passei de músicas para distância, vou correr daqui até ali, e agora até aquela rotunda e se calhar aguento até mais ali à frente e fui experimentando, sempre ao meu ritmo.
comecei a correr sozinha por incompatibilidade de tempos com outras pessoas e como amigo não empata amigo fiz esta jornada comigo, sentindo um bem estar de ter saído de casa e aquela hora era só para mim, fazer algo por mim e sentir-me livre de tudo o resto, quando chegava a casa começava tudo de novo, mas já era com outro animo e com outra disposição.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

já falei disto, mas falo outra vez!

porque me pediram e eu gosto de partilhar, vou falar outra vez de roupa para iniciar a prática desportiva mais concretamente, calças ou leggins!
quando comecei a caminhar não queria gastar muito dinheiro, ou de preferência, nenhum. como tinha recebido umas sapatilhas novas pelo aniversário e que era o mais falta me fazia, quando saía para caminhar procurava sempre usar uma roupa confortável e sempre bem agasalhada. uns leggins, umas quantas camisolas, um polar e ainda um casaco não podiam faltar. nisto tudo, havia uma coisa que me chateava os nervos, ao ponto de me irritar comigo mesma, que era o elástico da cintura dos leggins ou calças de deporto. tendo eu na altura uma barriguinha mais pronunciada a formar um pneu à semelhança do boneco da Michelin, o elástico acabava invariavelmente por enrolar ao ponto de, além de me apertar a barriga e ela ficar ainda mais pronunciada, parecer que os leggins me querem fugir pelas pernas abaixo! a minha determinação em não gastar muito dinheiro em roupa desportiva, pois ainda não tinha a certeza que era por aqui que eu ia enveredar, decidi sempre usar a roupa que tinha em casa, até um dia ter comprado uns leggins na Calzedónia, que diziam eles fariam eliminar a celulite caso eu ousasse todos os dias, o que eu na altura não achei nada agradável usar diariamente uns leggins, tal era o cansaço que isso me iria causar, decidi então que os usaria essencialmente para caminhar e coincidentemente para correr. ora fiquei fã pela forma como eles aconchegavam a barriga e se mantinham firmes e hirtos, sempre no mesmo sitio. foi o meu descanso por um lado e a minha desgraça por outro, estava a gostar do que fazia e em consequência tinha de renovar o meu stock de calças desportivas ou leggins, finalmente tinha encontrado a solução para não me irritar com os elásticos. as minhas calças de desporto ou leggins e até os meus calções são de cinta mais subida e sem elásticos, a própria lycra e o reforço são ideais para quem tem gordurinha na barriga. actualmente já consigo usar uns corsários, que andavam lá por casa, com elástico na cinta. estavam encostados por este motivo, com o emagrecimento e perda de volume noto consideravelmente a diferença (é claro que a culpa não é dos corsários ou dos elásticos, a culpa é da minha gordura na barriga ou antes da gordura que tinha, mas para trabalhar esta perda eu tinha de usar roupa, senhores!!)
assim sendo, amigas, procurem usar a roupa com a qual se sintam mais confortáveis e procurem as vossas soluções, sendo que esta é a minha experiência e a minha opinião. de qualquer das formas se se revêem neste meu relato, espero que tenham encontrado aqui a vossa solução, se não só vos digo uma coisa, se a gordurinha faz parte da vossa barriga fujam a sete pés das calças com elástico ou de cintas descidas, acreditem, mesmo sendo confortáveis, aquela coisa de o elástico se enrolar e se refugiar por baixo do vosso pneuzinho é coisa para vos tirar do sério e deixar os nervos em franja, ou pelo menos eu fico com vontade de, na melhor das hipóteses, pegar numa tesoura e cortar em pedacinhos aquelas calças! tenho dito.

leituras

estes quatro livros eu vou querer ler. o primeiro vai-me dar um aperto no coração, é um palpite!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

os doces, senhores! os doces !!


quando entrei nesta viagem de comer saudável para sempre, havia um capitulo que me deixava particularmente renitente: OS DOCES! como resistir? já há algum tempo que eu havia retirado a adição de açúcar refinado em especial no meu chá, já que nos iogurtes eu tinha conseguido deixar quando estive gravida do meu segundo filho, gradualmente fui deixando até não sentir fala do ritual de duas colherinhas de açúcar e mexe, mexe, mexe! esta parte ficou resolvida e a verdade é que apesar de seu não ser muito doceira, nem fazer doces regularmente lá em casa, é sempre nestas ocasiões que mais cresce a vontade de comer ou melhor que mais se sente a falta e uma fatia de bolo em determinados momentos fazem toda a diferença, sabe sempre bem e aconchega o coração. o meu maior receio foi: como resistir? e começou a minha procura por alternativas, conjugando um conjunto de factores bastante considerável para um bolo ou uma sobremesa doce. primeiro factor a restrição à adição de açúcar refinado, segunda restrição a farinha tradicional para bolos e a terceira a manteiga. mas como raio se faz um bolo sem estes três ingredientes? comecei por procurar formas de substituir estes ingredientes por outros mais naturais e mais saudáveis. as panquecas proteicas foram o principio (receita da minha nutricionista), os pequenos almoços, que passaram a ter outro significado e importância, de certa forma foram colmatando esta necessidade. o mugcake, o bolo de aveia e maçã, as papas de aveia. é claro que em dias de festa acabo sempre por provar uma coisa outra doce e tem dias que apesar de aos olhos me parecer bem, já ao meu estômago por vezes acaba por ser um enjoo.
normalmente substituo a adição de açúcar refinado por mel, mas existem outras variantes como a geleia de agave (que sabe a rebuçados), o açúcar de coco, stevia e o açúcar mascavado, sendo o mel a forma mais natural para adoçar.

crédito de imagem | EU